Não deixe o ódio corroer… Dessa vez vamos vencer!
Mentira, é no que você acredita… E eu também.
Eu não sei qual o candidato, ou os candidatos, em quem você vai votar neste ano. O que eu sei, o que é fato irrefutável, é que você está acreditando em uma mentira.
Pois é, odeio ter que te dizer isso, mas é o fato. Desculpe!

Na melhor das hipóteses, você acredita em uma meia verdade misturada com uma fantasia criada pelo candidato, ou por você mesmo. Uma história ruim, bem contada. É triste perceber que na verdade a gente não entendeu nada e crê em alguém que não liga para nós. Embarcar em um delírio coletivo atrás de um salvador de faz de conta.
A questão real é que nenhum candidato se importa, apenas querem nosso voto. Querem nos transformar em idiotas úteis, que repetem suas alucinações descabidas e pouco conectadas com nossas reais necessidades.
Querem que usemos nossos celulares como armas. Querem que nos tornemos militantes cegos, que gritam e usam palavras duras com seus entes e amigos mais próximos. Querem promotores engajados, virulentos, voluntários e não remunerados das suas sandices e interesses pessoais. Enquanto esquecemos das nossas necessidades. Enquanto violentamos diariamente, a baldes ou conta gotas, a nós mesmos e a quem amamos.
Por que vou gritar com meu irmão? Não… Não vou. Vou acolher a calma, lavar o meu orgulho e ouvir com a paciência de quem realmente ama. Vou repensar as falas. Vou baixar minhas armas. E pensar em mim, e em você… não neles.
No final das contas, essa é nossa maior dificuldade: identificar qual o real problema que precisamos resolver e, posteriormente, questionar se aquele candidato ou outro está ao menos prometendo fazer algo a respeito – e se é capaz de cumpri-lo.
Como você espera que seu país esteja daqui 20 anos? O que seria útil e bom para você, na prática? O que de fato mudará a vida das nossas crianças?
É urgente erguermos nossa estima e entendermos que estamos em uma construção que os maiores responsáveis somos nós mesmos. É imperativo também saber que não precisamos ser salvos de nada. É inadiável vencermos nossos medos, pois nem a direita é santificada, nem a esquerda demonizada. Nem o contrário. Nem o centro é sinônimo de ponderação.
Ainda que qualquer um dos espectros políticos pareçam mais acertados para mim ou para você, nenhum deles é a salvação. Primeiro, porque não há nada de que precisemos ser salvos. Segundo, porque se existe um salvador, eu poderia apostar que a carreira política não seria a vocação dele.
Nessas eleições, vou me lembrar, que se dói em mim, dói em você. Que se amargar a minha, ou a sua alma, nos vai fazer padecer. Dessa vez, vamos usar a razão com o coração e, dessa vez, nós vamos vencer. Ou não…
Esta é a forma que eu vejo, esta é a minha hipótese, mas talvez você veja as coisas Por Outro Lado… Por isso, discorde, deixe seu comentário e a sua opinião abaixo!
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